Existem mendigos ruins. Mendigos que não precisam pedir e
mesmo assim enganam as pessoas aparentando necessitar daquela moeda que está
sobrando no bolso do cidadão. Mas existem mendigos bons. São aqueles que estão
lá na rua a anos, ninguém o ajuda. Não tem família, não tem casa, não tem atenção,
não tem dinheiro. E nós, as vezes, nem olhamos.
Existem pais ruins. Batem e estupram suas esposas. Batem nos
filhos, ensina-os as coisas erradas da forma errada. Da mal exemplo a todos.
Mas existem os pais bons. Eles amam sua esposa e família. Educa os filhos e é
muito romântico com sua esposa. Mostra um bom exemplo aos que estão por perto.
Existe maus alunos. Eles não fazem os exercícios, faltam as
aulas e quando vem assistir faz bagunça e atrapalha tudo. Mas existem bons
alunos. Eles fazem as atividades, vem a todas às aulas e se comporta em sala, e
claro, são aprovados.
Existem filhos ruins. Não obedecem os pais, são uma peste
dentro de casa. Não estudam, não respeitam os familiares. Mas existem os filhos
bons. Obedecem aos pais, são amáveis. Fazem os deveres e respeitam os seus
familiares.
Existem pastores ruins. Só julgam, são soberbos. Usam Deus
para vender sua ideologia. Roubam os fiéis e enganam a todos. Falam muito em
inferno e pouco em amor, em salvação, em Cristo. Mas existem os pastores bons.
Eles estão sempre dispostos para ajudar as pessoas. Falam de amor como a única
coisa importante do mundo. Dizem que Cristo morreu por nós, e não rouba o
dízimo dos membros da igreja. Eles mostram o que realmente é errado sem
condenar.
Existem pessoas ruins. Que são soberbas, egoístas,
egocêntricas, hipócritas, falsas, assassinas, invejosas, maldosas e mal
caráter. Existem pessoas que são ambiciosas, gananciosas, arrogantes. Mas
existem pessoas boas. Que sabem seus limites e erros, e não escondem isso de
ninguém. Elas são honestas, carismáticas, amigáveis. Pensam no outro e ajudam a
qualquer um independente de religião, cor, raça, gosto ou opção sexual. Elas
agradecem e são educadas, modestas. Elas são boas.
Existem ruins e bons em todos os lugares. Tanto na rua ou em
casa, no fiteiro ou no shopping, no terreiro ou na igreja. Limpando os prédios
ou sentados nos escritórios das empresas. Na favela ou no bairro nobre, branco
ou negro. O que importa é que os ruins nunca influenciarão os bons e os bons
nunca generalizam, pensando que todos são ruins.
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